domingo, 4 de outubro de 2009

Muitas casas e ao mesmo tempo nenhuma...

Esses dias parei pra pensar nas minhas andanças e sabe do que me dei conta? Já morei em 12 casas diferentes. É bastante pra quem tem só 25 anos, né?? Tem o lado bom e o ruim. Eu, particularmente, adoro mudanças, como já disse por aqui. Mas ao mesmo tempo eu chego muitas vezes a triste conclusão de que ainda não encontrei o meu lugar. Claro que me sinto em casa aqui na casa dos meus pais. Mas eu falo da minha casa. Sabe, aquela coisa de vc pensar, "ai que vontade de ir pra casa", depois de uma longa viagem...

Eu sinto que to sempre em transição. Quando morava aqui em Ijuí, eu não queria ficar aqui, queria fazer faculdade em outro lugar, trabalhar longe, enfim, quando a gente é adolescente sempre pensa que os sonhos não estão ali, estão em outro lugar. Então fui pra Santa Maria, onde, lógico, não ia ficar, era uma cidade mais transitória impossível, quase todo mundo vai pra lá pela faculdade, mas também quase ninguém pensa em crescer por lá mesmo. Depois fui para o Mato Grosso e pela primeira vez pensei que ficaria bastante tempo em um lugar só. Mas foi um vai e vem muito maior do que em qualquer outro lugar que já tinha morado. E também sentia muita saudade do Sul...

Agora, de novo em Ijuí, é claro que não quero ficar aqui, mas sabe o que é mais engraçado? eu nem sei ao certo pq. É claro que se passar em um concurso é bastante provável que seja chamada em outra cidade, mas não há nesse mundo, um lugar, que eu conheça e possa dizer: pronto, é aqui que quero ficar! É aqui que quero viver minha vida!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Ah, o amor....

Tá, analisando, definitivamente me convenço de que não há no mundo assunto que mais dê o que falar do que o amor. O amor é o tema de tudo, novelas, livros, histórias, até filmes de ficção científica tem casalsinho. Eu, tento e tento entender o amor...e sempre acho que as pessoas, como em quase tudo na vida, possuem muitos pré-julgamentos sobre o amor. Meu namorado me deu um pé na bunda? sim. Em 3 meses já está namorando outra? sim. Aí o que todas as pessoas ao meu redor esperam?? que eu esteja um caco, choramingando pelos cantos, difamando-o aos quatro ventos, deletando ele totalmente da minha vida. Mas as coisas não foram e não são assim pra mim.

Eu chorei? claro. Senti saudades? com certeza, ainda sinto. Mas não fico mal mais do que alguns minutos. Não adianta, não consigo. Claro que não ser mais apaixonada por ele ajuda bastante. Mas eu poderia estar mal. Não estou. Aí o que as pessoas pensam? "Ah, ela tá se fazendo de forte, diz que não gosta mais, mas gosta, não quer dar o braço a torcer". Gente, mas o negócio é custoso, hein??!! será que realmente não dá pra simplesmente aceitar que um namoro de 2 anos, intenso e maravilhoso, acabou sem que isso seja uma tragédia?

Claro, eu entendo que nem todo mundo é assim. Mas sinceramente, eu acho que quem centraliza a razão da sua vida em outra pessoa deve mesmo ser muito sem graça. Todo mundo tem amigos, família, sei lá, vizinho, um cachorro que seja, pra desconcentrar das frustações e buscar novas preocupações na vida. E mais, além de todas essas opções, nada melhor do que ficar sozinho se quiser. Se permitir ficar consigo mesmo, reencontrar seus próprios desejos e sonhos que por tanto tempo ficaram estreitamente ligados à outra pessoa. Agora é só você, tudo pra você, olha que coisa maravilhosa!!! Com certeza você vai perceber o quanto é legal e especial. Sem precisar de ninguem do teu lado pra mostrar isso. Os amigos, a família, o papagaio, certamente estarão te esperando pra aproveitar contigo a melhor fase da tua vida.

O amor rende muito mesmo. Mas vira e mexe pré-julgamos o amor como sendo aquele entre um homem e uma mulher, quando o mais importante deles, sem sombra de dúvida, é o que você sente por você mesmo.

domingo, 30 de agosto de 2009

Mudanças e a falta delas...

Pois é pessoal, já faz tempo, tempo, tempo que não escrevo. Juro que não é falat de assunto (afinal isso nunca me falta, né!) é pura e simples preguiça e desânimo de colocar aqui tuuuudo o que aconteceu. Ali no texto de baixo eu andava meio revoltada, credo...mas tbm, o fim do meu namoro com o Daniel era bem recente. Quase cinco meses depois me sinto bem com a maneira que reagi a situação. Em poucos momentos fiquei triste, sempre sinto saudades, mas em nenhum momento senti vontade de voltar atrás. Em relação a antiga relação estou muito bem resolvida, obrigada. Fui feliz, não me arrependo de nada e o que restou foi uma baita amizade.

O que tem pesado mesmo são outras questões. Não estar trabalhando, não poder ter a presença de meus amigos sempre por perto e claro, confesso que me sinto meio "peixe fora d'água" sem um namorado. Não fiquei com ninguém depois de terminar o namoro e não sinto vontade. Passei da fase de ficar por ficar. Não preciso disso. Ao mesmo tempo que me sinto sozinha, é bem engraçado, deve ser coisa de geminiano, pq sinto muita vontade de ficar sozinha...hahahhaa...vou me fazer entender: estou sozinha no sentido de sem namorado, mas como voltei a morar com meus pais, sinto falta da milha total liberdade, das minhas coisas, de ficar só, comigo mesma. Aqui as coisas são agitadas e tem dias que quero sair correndo e me hospedar em um hotel para poder ficar um dia sozinha!

Confesso que to meio sem rumo. Não esperava que os concursos que vou fazer fossem demorar tanto para sair...pensava que em setembro já estaria tudo encaminhado e agora descubro que a maioria das provas saírão em novembro, dezembro, talvez até em janeiro do ano que vem!! E a paciência, confesso, está por um milímetro. Isso é bom para os meus estudos, pq posso me preparar melhor, mas to quase surtando com tanta falta de mudança na minha vida. Tudo mudou, mas ainda não estou satisfeita.

Às vezes gostaria de ter um espírito mais pacato. Uma alma mais calma. Uma mente mais pacienciosa. Não consigo ser assim. Enquanto por fora pareço calma, por dentro estou a mil por hora. Meu coração corre em busca de acontecimentos, de agitação, e meu corpo tem que se segurar e apenas esperar. Não há o que fazer. Deixar o tempo passar...nunca pensei que isso fosse tão difícil.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Confissões de uma ex

É, eu sei q aí pra baixo tem um texto que fala que eu encontrei meu príncipe encantado, mas agora o conto de fadas acabou...
Eu me admirei muito com a minha capacidade de superação. Fiquei bem mesmo. Prometi que não ia chorar, me desesperar, essas coisas e consegui. Só não sei até que ponto isso foi bom, pq hj sinto como se fosse explodir a qrr momento. E não é pq ainda gosto dele ou coisa assim, até pq acho q nem gostava mais tanto assim mesmo, mas é pq a gente acostuma com a pessoa e pq o fato de estar sozinha exige doses cavalares de auto-estima, o que eu confesso que tenho tido, mas ás vezes dá raiva e não tem como fugir, ponto final.
Mas a vida é bem estranha, né...esses dias reencontrei via msn uma amiga que n conversava há anos e adivinha: o namorado dela tbm tinha dado um pé nela. Aí nos achamos, né, falamos mal dos homens por horas a fio. Por mais que eu não tenha muito o que reclamar do Daniel, pq sim, ele foi um ótimo namorado por muito tempo, não adianta, nessas horas só o fato de ele existir já é um erro. Lavar a alma é preciso. Afinal, precisamos realmente nos convencer de que eles foram os monstros e nós, poxa, nós somos tão legais, quase perfeitas, nos dedicamos...o que é que faltou?
Aí essa minha amiga (que eu descobri que lê o meu blog, o que foi uma surpresa pra mim, pq achava que só a tia Jô - que pensa que eu sou a Fátima Bernardes - e a minha mãe liam) me passou um texto do Arnaldo Jabor, óoooootimoo, que fala justamente de fins de relacionamentos. Em como a gente tem que encarar numa boa, chorar, entristecer, sim, um pouco, mas desde que não nos impeça de entender que se acabou, acabou. Que deu certo enquanto durou essa coisa toda. Essa autosuficiência, esse olhar sobre tudo e ser superior, encarar tudo numa boa.
Mas que Arnaldo Jabor me perdoe, e eu mesma, pq tbm sou da teoria do "tudo numa boa": Ás vezes dá uma vontade de sair batendo em todo mundo, de gritar, de perder a linha!!! Acho que transformei minha tristeza em raiva. Se sinto saudade, tenho raiva de mim por isso. E a raiva vai aumentando proporcionalmente ao teor de sentimentalismo. Pra mim, antes raiva do que tristeza. Tristeza faz a gente entregar os pontos. Raiva a gente extravaza e passa...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Olhos abertos ou fechados?

Ontem ouvi meu irmão falar que um segredo dos vencedores é não ter contato com a pobreza. Não passar por lugares pobres, por vilas, não ver tristeza, enfim...Fiquei pensando nisso. Hoje assisti o filme "Redenção", que conta a história de um negro que se tornou o criador e líder de uma gangue nos EUA. Após ser preso pela acusação de quatro homicídios e parar no corredor da morte, uma jornalista o procura para escrever sobre a história das gangues. No entanto, ao invés de escrever sobre sua própria história, Stan pede à jornalista que lhe ajude a publicar livros infantis que falem sobre o assunto e orientem crianças a não entrar no mundo do crime.

O que ficou em mim depois do que ouvi e assisti foi o seguinte. Ok, eu posso não ter contato com a pobreza, afinal eu não moro em uma favela, nunca passei fome, sou formada na faculdade. Mas e quem nasceu dentro da pobreza, quem faz parte dela, vai fugir como?

A princípio, com base nessas afirmações poderia criticar firmemente meu irmão. Mas não é bem isso. Ele não está totalmente errado, porque quando falamos em pobreza, não falamos simplesmente em falta de dinheiro. Falamos em falta de dignidade, em falta de esperança, em revolta, que gera consequentemente, violência. A grande questão é que se torna muito mais difícil se sentir digno e esperançoso quando não se há comida para dar aos próprios filhos.

A nós, que vemos tudo de fora, que podemos nos dar ao luxo de não ter contato com a pobreza, resta o que então? Fazer isso? Desviar dos becos? Viver em uma bolha? Eu me sinto mal com isso. E acredito que muitas pessoas também se sintam. Mas o grande problema disso, é que simplesmente não sabemos o que fazer. Eu não sei como ajudar. Eu sou paralisada diante da miséria.

Eu não sei se tento entender a conjuntura de nossa sociedade, não sei se devo acreditar que não fazendo mal aos outros e levando uma vida de bem já estou fazendo minha parte, não sei se tenho o poder de ajudar e de mudar alguma coisa.

Essas dúvidas me acompanham a muito tempo. E ouço opiniões diversas sobre isso. Ouço muito que jovens sempre pensam em mudar o mundo e que tudo isso é pura bobagem.

Mas então quem é que me tira essa inquietação diante dos que não podem ter o que eu tenho?
Quem me tira essa vontade de ajudar de alguma forma, ou simplesmente essa desconfiança de que eu posso ser capaz de ajudar?

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Mães fora do ninho

Sabe, eu ainda não sei o que é ser mãe, lógico, mas há algo que acho um pouco errado nas mães, inclusive na minha. Claro que nem todas devem ser assim, mas a minha mãe simplesmente vive em função minha e dos meus irmãos. Eu sei, é claro que mãe não vive sem os filhos, mas viver só por eles me deixa extremamente preocupada.

Só existe uma fase em que as mães podem nos ter totalmente: quando somos crianças. Não vivemos sem ela nessa fase. Quando crescemos é claro que continuamos amando nossas mães, seu carinhos, seus dengos, mas em um certo ponto declaramos "temos a nossa vida". Isso não significa excluir ninguém da nossa vida, mas significa que temos nosso trabalho, nosso namorado, nossos anseios, nossas manias, nosso jeito de viver. E nem sempre queremos a opinião de A ou B. Ás vezes queremos enfrentar algumas coisas sozinhos. Assim como pai ou mãe um dia também fizeram.

Antigamente nã havia mais nada que se fazer, enquanto mulher, que cuidar da casa e dos filhos. Mas hoje, meu Deus, uma mulher pode ser tudo o que quiser. Não me encomoda tanto que minha mãe se preocupe comigo, até pq pedir o contrário é impensável. Também não me preocupa que ela me encha de amor e carinho materno por todos os lados. O que me preocupa de verdade é que ela não tem a sua vida.

Gostaria de ligar para minha mãe e ouví-la falar que saiu pra caminhar, que está cuidando da saúde, que emagreceu 5Kg, que saiu com uma amiga, que fez um jantar especial com meu pai, que não se tem dinheiro, mas afinal, quando se teve? Isso me faria um filha feliz. Não ligar e ouvir que ela abriu mão da própria vida pela sua família, que foi ao médico e descobriu mais um probleminha, que o trabalho anda estressante demais.

Cada um faz as suas escolhas e arca com suas consequências. Pais e mães se sacrificam por seus filhos, mas acho que filho nenhum nesse mundo vai retribuir da maneira que os pais esperam.

Queria que minha mãe fosse mais feliz com ela mesma.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Desastres em busca da perfeição

Eu tava lendo um texto no blog de ex-colega e nossa..é incrível como nós gurias somos iguais. Eu simplesmente me vejo nesses textos e nas conversas das minhas amigas que ainda não encontraram o príncipe. Eu já encontrei, mas antes dele todas as minhas escolhas foram absolutamente erradas. Quando vocês dizem com tom incrédulo que tudo dá errado nos relacionamentos, sim, eu acredito, pq um dia eu fui uma Bridget Jones da vida.

E sabe qual a minha única conclusão plausível? Que é assim, a gente erra, erra, pra qdo encontrar a pessoa certa, acertar em cheio. Ao menos foi assim comigo. A fórmula só mostra o 1+1, mas ah, quantos percalços estão escondidos neles. O amor não é perfeito e por isso é tão gostoso.

Esse 1+1 muitas vezes quer dizer Briga+reconciliação, dúvidas+medos, tudo isso que vira igual a um amadurecimento em relação ao outro e ao amor. Quando é verdadeiro ele realmente nos ensina como fazer direitinho.

E graças a Deus hoje, já podemos nos permitir sonhar com príncipes mais humanamente a favor de sentir orgulho em nos carregar a tiracolo com uma minisaia ou um decote que deixa os outros babando. Aleluia que já existem namorados e namoradas que entendem que ás vezes queremos sair apenas com nossos amigos, como nos velhos tempos, mas sem fazer nada que desrespeitasse o outro, lógico.

Sim, tudo isso existe. O amor existe. Akele amor romântico mesmo, de demonstrações meladas, de companheirismo, de confiança. Só que não vem de graça. Se eu cometesse os erros que cometi antigamente com meu atual namorado, tenho certeza, ele não ia dar certo. Ia ser só mais um a entrar na lista dos desastres. E outra, também não se tem uma relação perfeita 24 horas por dia, esqueça isso, pq o amor não é 1+1=2. VC+o teu trabalho+os teus amigos+a tua família+ele+o trabalho dele+a faculdade dele+os amigos dele+a família dele+um monte de coisas. A fórmula é um pouquinho mais complexa o q prova q o amor vai ser dividido com milhares de outras coisas, mas sem deixar de existir, isso eu garanto.

Eu não sei bem como me tornei uma namorada legal. Ser legal aconteceu da maneira mais natural que eu já tinha visto. Talvez enfim eu tenha sido eu mesma. Eu imaginava e sonhava com amores maravilhosos, mas eu ainda era toda errada. Ou certa demais, o que também se torna errado, entende. Acho que acertar no amor é encontrar nosso equílibrio com a outra pessoa. Eu era meio desequilibrada, todos somos, até encontrarmos nosso eixo. Até olharmos pra pessoa e dizer pra nós mesmo, eu quero isso.

E fico pensando que isso deve acontecer com todos os mortais, isso quer dizer, também cm os homens, esses que vira e mexe nos dão dor de cabeça. Mas pobres, eles também tem dúvidas, também tem sua hora pra crescer.

Se tu não tem certeza ou ele tá indeciso, não é a hora. Talvez seja a hora mas não seja a pessoa. Talvez seja a pessoa, mas não seja a hora. Pq uma coisa é batata (nossa, essa expressão é velhinha!): Se for pra ser, a certeza vai estar estampada na cara dos dois.

Ah, se eu fosse um marinheiro...

Bah, faz quase 4 meses que escrevi pela última vez...Bom, o que posso garantir é que o fato de passar um certo furacão enlouquecido que mudou tudo de lugar na minha vida pode me redimir.
Mas sabe o que é mais engraçado nessa história toda? É que o furacão rodou, rodou, e acabou me levando de volta ao mesmo lugar.

Furacões são inexplicáveis. Ora mudam o cenário, ora mudam os atores. Não que os atores sejam trocados por outros. O que muda é a essência de cada um. Estou voltando para o Mato Grosso diferente de quando saí de lá. Tantas coisas aconteceram. Era pra ter ido pra Coréia, era pra ficar em Santa Maria, quem sabe o Paraná? Todas essas possibilidades estiveram presentes. Mas no fim tudo isso só serviu pra gente pensar "acho que ao menos por agora, o lugar é lá".

Nada me deixa mais aflita, nem tampouco mais excitada com a vida do que não saber pra onde vou. Durante esses 4 meses não tive casa. O que mais fiz foi viajar: Goiânia, Porto Alegre, Ijuí, Santa Maria, Erval Seco, Iraí, Santo ângelo, Palhoça, Florianópolis, foram alguns dos meus portos.

E como fez falta um porto seguro. E como foi desprendido não ter pra onde voltar. A gente precisa do nosso canto, mas ás vezes também precisa lembra que não tem raízes no lugar dos pés. Aliás, pés são feitos justamentes pra andar, sempre.

Acho que entendi uma coisa em mim, nesses 4 meses. Preciso do meu porto. Mas preciso acima de tudo poder levar meus pezinhos pra passear de tempo em tempo. Não há nada mais revigorante do que chegar na TUA casa. Mas o gostinho especial da volta só existe quando passamos um tempo longe.

Sim, eu entendi uma coisa em mim: Preciso de casa. Mas definitivamente não vivo sem estrada.