Decidir o que se quer da vida pela segunda ou terceira vez não é nada fácil, acreditem, é muito mais difícil do que na primeira. Quando eu decidi o que queria ser, convenci toda a família, corri, fui atrás. Quando finalmente consegui, me formei em jornalismo e me tornei uma jornalista registrada, percebi que isso não bastava para ter o que eu queria na vida.
Um ano e meio depois de me formar, já estagiei, trabalhei e me sustentei como jornalista. É bom? è ótimo, adoro fazer o que faço. Mas há um ponto, e esse ponto tornou-se o grande divisor de águas da minha vida, que me fez mudar o caminho a ser seguido por mim. Bem sei eu que dinheiro não é tudo nessa vida, tenho uma família maravilhosa e amigos idem para confirmar essa máxima. Mas, para mim, uma vida confortável financeiramente tornou-se um objetivo.
Eu tenho como ganhar bem com o jornalismo, basta passar em um concurso pra trabalhar no Distrito Federal ou me largar com a cara e a coragem - e esperar ao menos uns 10 anos - pra SP, RJ. As capitais são os principais lugares pra se ter chance de crescer no jornalismo. O interior jamais te fará uma rica jornalista. Mas é no interior que está minha vida: minha família. E não só minha família, mas minha liberdade para ir e vir sem medo de bala perdida, minha certeza de chegar ao centro da cidade em 10 minutos, enfim, a minha vida em paz tbm está aqui.
Por tudo isso percebi que não poderia ser apenas jornalista, se quisesse mesmo ficar por aqui. E então decidi que vou fazer concursos pra alcançar o salário que acredito precisar pra viver bem. Não quero ser milionária. Mas ao contrário dos meus pais, não quero passar a vida me preocupando com as contas do final do mês.
E a hora é agora. Estou, agora, tendo a oportunidade de estar em casa, ganhando comida e roupa lavada, para me dedicar apenas aos estudos. Só que aí vem outra questão: o de muitas pessoas acharem que vc está no bem bom, não tá fazendo nada da vida. Esses dias ainda, encontrei uma amiga na rua e ela disse sem tirar nem por: "aparece lá na loja, tu não tá fazendo nada mesmo!"
Bom, eu não sou nenhuma tola de achar que as pessoas não pensariam assim. De que elas não pensariam pq ela não trabalha em qualquer coisa, só pra ter o seu dinheirinho, pra ir passando, pra não depender dos pais com 25 anos. Eu sei de tudo isso, e em muitos e muitos dias também penso assim. Tanto é que a quantidade de currículos que mandei pra muitos lugares foi grande, só que as propostas que recebi foram do tipo "700 reais pra coordenar a área de jornalismo e de quebra dar uma mão na d vendas". Essa é a realidade do jornalismo no interior.
Eu sei que poderia estar trabalhando e às vezes até me questiono se realmente não estou muito vagabundona. Mas, sempre que penso nessas coisas, chego a conclusão que não adianta tapar o sol com a peneira. Eu quero ganhar bem e preciso estudar muito pra isso. Eu preciso estudar até passar, e arranjar um empreguinho quebra galho me dá a sensação de não estar me dedicando tudo o que posso pra conseguir meu objetivo.
Meu pai já me jogou na cara várias vezes que preciso trabalhar. Sim, preciso. Mas vou trabalhar com a segurança de um concurso público e com o salário que não vai ajudar apenas a mim, mas também aos meu pais e irmãos a terem uma vida mais tranquila.
E podem acreditar, nessa história "não estar fazendo nada" nem passa perto dos meus dias. Quem é concurseiro sabe: passar os dias estudando, horas e horas lendo leis e regras que às vezes nem são da tua área, sem contar qdo é um concurso que te exige matemática e informática, acreditar na aprovação mesmo sabendo que concorrem pela mesma vaga milhares de pessoas tão bem preparadas qto vc, gastar horas de sono, fazer aulas em sábado e domingo como to fazendo, sinceramente! Dá muito mais trabalho do que ficar em um empreguinho pra ir vivendo, pq isso sim, é não querer se esforçar (claro que desconto aqui as pessoas que precisam do emprego pra sobreviver mesmo, né).
Enfim...Não é nada fácil superar os preconceitos dos outros e mesmo os próprios. Não é fácil decidir mudar tudo. Encarar tudo e todos e acreditar que será o melhor.
Como diria uma juíza que conheci no Mato Grosso: é dificil, mas não é impossível.
domingo, 25 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Tempo demais...
Não sei se as outras pessoas são assim, mas detesto esses dias como hoje, quando fico com mil coisas pra fazer na cabeça, começo uma, acabo em outra e, no fim, nunca faço o que realmente queria. Não estou trabalhando no momento, apenas estudando. Ou deveria ser apenas, porque verdade é que faço várias coisas no dia que não são estudar.
Acho que esse é um mal do mundo moderno: ter tempo hoje, dá muito trabalho. Dá preocupação, dá culpa por não estar fazendo o que deveria, dá tudo, menos o que antes o tempo dava: prazer.
Como tenho um concurso concorridíssimo pela frente, a frase que fica martelando na minha cabeça insistentemente é: você deveria estar estudando, você tem que estudar mais, estudar, estudar, estudar. E não adianta tirar um final de semana de descanso, aquela coisa de desligar um pouco para voltar com ar renovado aos livros. Bobagem. Passo o final de semana inteirinho pensando no tempo que to perdendo sem estudar.
Pq será que a gente não consegue mais ficar sem ter nada pra fazer e não se preocupar com isso? Sabe aquela coisa de simplesmente relaxar e esquecer tudo? Eu posso, ao contrário de muitas pessoas, tirar uma tarde pra passear, curtir o que eu quiser. Mas não consigo fazer isso em paz.
Ter tempo hoje é inquietante.
Eu tento usar desculpas pra mim mesma, como "ano passado trabalhei 14 horas por dia", ou "estou recusando essa proposta de emprego por um objetivo bem maior", sei lá, eu tento me apaziguar, mas não adianta. Eu sou uma pilha ambulante.
E o pior é que não é de hoje. Sempre tive uma vida super ativa, com faculdade, estágios, festas, depois que me formei continuei então com muito trabalho, mais festas, namoro, enfim...eu nunca parei por tanto tempo.
Isso me deixa em sobressalto. Será que estou no caminho certo? E se eu não conseguir o que pretendo?
E o pior de tudo, é que lá no fundo eu tenho respostas pra tudo. Se eu to no caminho certo, só o tempo vai dizer. Se eu não conseguir o que quero, vou ter que mudar o meu desejo.
As respostas costumam ser as mais simples, pq na vida, não há o que não tenha solução. Algum jeito tu vai ter que dar, talvez não seja do jeito que vc quer, mas de algum jeito as coisas vão ficar.
A gente sabe de tudo isso, mas não sabe lidar com isso.
Não sabemos lidar com a simplicidade da vida.
E nisso eu fico aqui...escrevendo ao invés de estar estudando!!!
Acho que esse é um mal do mundo moderno: ter tempo hoje, dá muito trabalho. Dá preocupação, dá culpa por não estar fazendo o que deveria, dá tudo, menos o que antes o tempo dava: prazer.
Como tenho um concurso concorridíssimo pela frente, a frase que fica martelando na minha cabeça insistentemente é: você deveria estar estudando, você tem que estudar mais, estudar, estudar, estudar. E não adianta tirar um final de semana de descanso, aquela coisa de desligar um pouco para voltar com ar renovado aos livros. Bobagem. Passo o final de semana inteirinho pensando no tempo que to perdendo sem estudar.
Pq será que a gente não consegue mais ficar sem ter nada pra fazer e não se preocupar com isso? Sabe aquela coisa de simplesmente relaxar e esquecer tudo? Eu posso, ao contrário de muitas pessoas, tirar uma tarde pra passear, curtir o que eu quiser. Mas não consigo fazer isso em paz.
Ter tempo hoje é inquietante.
Eu tento usar desculpas pra mim mesma, como "ano passado trabalhei 14 horas por dia", ou "estou recusando essa proposta de emprego por um objetivo bem maior", sei lá, eu tento me apaziguar, mas não adianta. Eu sou uma pilha ambulante.
E o pior é que não é de hoje. Sempre tive uma vida super ativa, com faculdade, estágios, festas, depois que me formei continuei então com muito trabalho, mais festas, namoro, enfim...eu nunca parei por tanto tempo.
Isso me deixa em sobressalto. Será que estou no caminho certo? E se eu não conseguir o que pretendo?
E o pior de tudo, é que lá no fundo eu tenho respostas pra tudo. Se eu to no caminho certo, só o tempo vai dizer. Se eu não conseguir o que quero, vou ter que mudar o meu desejo.
As respostas costumam ser as mais simples, pq na vida, não há o que não tenha solução. Algum jeito tu vai ter que dar, talvez não seja do jeito que vc quer, mas de algum jeito as coisas vão ficar.
A gente sabe de tudo isso, mas não sabe lidar com isso.
Não sabemos lidar com a simplicidade da vida.
E nisso eu fico aqui...escrevendo ao invés de estar estudando!!!
domingo, 4 de outubro de 2009
Muitas casas e ao mesmo tempo nenhuma...
Esses dias parei pra pensar nas minhas andanças e sabe do que me dei conta? Já morei em 12 casas diferentes. É bastante pra quem tem só 25 anos, né?? Tem o lado bom e o ruim. Eu, particularmente, adoro mudanças, como já disse por aqui. Mas ao mesmo tempo eu chego muitas vezes a triste conclusão de que ainda não encontrei o meu lugar. Claro que me sinto em casa aqui na casa dos meus pais. Mas eu falo da minha casa. Sabe, aquela coisa de vc pensar, "ai que vontade de ir pra casa", depois de uma longa viagem...
Eu sinto que to sempre em transição. Quando morava aqui em Ijuí, eu não queria ficar aqui, queria fazer faculdade em outro lugar, trabalhar longe, enfim, quando a gente é adolescente sempre pensa que os sonhos não estão ali, estão em outro lugar. Então fui pra Santa Maria, onde, lógico, não ia ficar, era uma cidade mais transitória impossível, quase todo mundo vai pra lá pela faculdade, mas também quase ninguém pensa em crescer por lá mesmo. Depois fui para o Mato Grosso e pela primeira vez pensei que ficaria bastante tempo em um lugar só. Mas foi um vai e vem muito maior do que em qualquer outro lugar que já tinha morado. E também sentia muita saudade do Sul...
Agora, de novo em Ijuí, é claro que não quero ficar aqui, mas sabe o que é mais engraçado? eu nem sei ao certo pq. É claro que se passar em um concurso é bastante provável que seja chamada em outra cidade, mas não há nesse mundo, um lugar, que eu conheça e possa dizer: pronto, é aqui que quero ficar! É aqui que quero viver minha vida!
Eu sinto que to sempre em transição. Quando morava aqui em Ijuí, eu não queria ficar aqui, queria fazer faculdade em outro lugar, trabalhar longe, enfim, quando a gente é adolescente sempre pensa que os sonhos não estão ali, estão em outro lugar. Então fui pra Santa Maria, onde, lógico, não ia ficar, era uma cidade mais transitória impossível, quase todo mundo vai pra lá pela faculdade, mas também quase ninguém pensa em crescer por lá mesmo. Depois fui para o Mato Grosso e pela primeira vez pensei que ficaria bastante tempo em um lugar só. Mas foi um vai e vem muito maior do que em qualquer outro lugar que já tinha morado. E também sentia muita saudade do Sul...
Agora, de novo em Ijuí, é claro que não quero ficar aqui, mas sabe o que é mais engraçado? eu nem sei ao certo pq. É claro que se passar em um concurso é bastante provável que seja chamada em outra cidade, mas não há nesse mundo, um lugar, que eu conheça e possa dizer: pronto, é aqui que quero ficar! É aqui que quero viver minha vida!
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Ah, o amor....
Tá, analisando, definitivamente me convenço de que não há no mundo assunto que mais dê o que falar do que o amor. O amor é o tema de tudo, novelas, livros, histórias, até filmes de ficção científica tem casalsinho. Eu, tento e tento entender o amor...e sempre acho que as pessoas, como em quase tudo na vida, possuem muitos pré-julgamentos sobre o amor. Meu namorado me deu um pé na bunda? sim. Em 3 meses já está namorando outra? sim. Aí o que todas as pessoas ao meu redor esperam?? que eu esteja um caco, choramingando pelos cantos, difamando-o aos quatro ventos, deletando ele totalmente da minha vida. Mas as coisas não foram e não são assim pra mim.
Eu chorei? claro. Senti saudades? com certeza, ainda sinto. Mas não fico mal mais do que alguns minutos. Não adianta, não consigo. Claro que não ser mais apaixonada por ele ajuda bastante. Mas eu poderia estar mal. Não estou. Aí o que as pessoas pensam? "Ah, ela tá se fazendo de forte, diz que não gosta mais, mas gosta, não quer dar o braço a torcer". Gente, mas o negócio é custoso, hein??!! será que realmente não dá pra simplesmente aceitar que um namoro de 2 anos, intenso e maravilhoso, acabou sem que isso seja uma tragédia?
Claro, eu entendo que nem todo mundo é assim. Mas sinceramente, eu acho que quem centraliza a razão da sua vida em outra pessoa deve mesmo ser muito sem graça. Todo mundo tem amigos, família, sei lá, vizinho, um cachorro que seja, pra desconcentrar das frustações e buscar novas preocupações na vida. E mais, além de todas essas opções, nada melhor do que ficar sozinho se quiser. Se permitir ficar consigo mesmo, reencontrar seus próprios desejos e sonhos que por tanto tempo ficaram estreitamente ligados à outra pessoa. Agora é só você, tudo pra você, olha que coisa maravilhosa!!! Com certeza você vai perceber o quanto é legal e especial. Sem precisar de ninguem do teu lado pra mostrar isso. Os amigos, a família, o papagaio, certamente estarão te esperando pra aproveitar contigo a melhor fase da tua vida.
O amor rende muito mesmo. Mas vira e mexe pré-julgamos o amor como sendo aquele entre um homem e uma mulher, quando o mais importante deles, sem sombra de dúvida, é o que você sente por você mesmo.
Eu chorei? claro. Senti saudades? com certeza, ainda sinto. Mas não fico mal mais do que alguns minutos. Não adianta, não consigo. Claro que não ser mais apaixonada por ele ajuda bastante. Mas eu poderia estar mal. Não estou. Aí o que as pessoas pensam? "Ah, ela tá se fazendo de forte, diz que não gosta mais, mas gosta, não quer dar o braço a torcer". Gente, mas o negócio é custoso, hein??!! será que realmente não dá pra simplesmente aceitar que um namoro de 2 anos, intenso e maravilhoso, acabou sem que isso seja uma tragédia?
Claro, eu entendo que nem todo mundo é assim. Mas sinceramente, eu acho que quem centraliza a razão da sua vida em outra pessoa deve mesmo ser muito sem graça. Todo mundo tem amigos, família, sei lá, vizinho, um cachorro que seja, pra desconcentrar das frustações e buscar novas preocupações na vida. E mais, além de todas essas opções, nada melhor do que ficar sozinho se quiser. Se permitir ficar consigo mesmo, reencontrar seus próprios desejos e sonhos que por tanto tempo ficaram estreitamente ligados à outra pessoa. Agora é só você, tudo pra você, olha que coisa maravilhosa!!! Com certeza você vai perceber o quanto é legal e especial. Sem precisar de ninguem do teu lado pra mostrar isso. Os amigos, a família, o papagaio, certamente estarão te esperando pra aproveitar contigo a melhor fase da tua vida.
O amor rende muito mesmo. Mas vira e mexe pré-julgamos o amor como sendo aquele entre um homem e uma mulher, quando o mais importante deles, sem sombra de dúvida, é o que você sente por você mesmo.
domingo, 30 de agosto de 2009
Mudanças e a falta delas...
Pois é pessoal, já faz tempo, tempo, tempo que não escrevo. Juro que não é falat de assunto (afinal isso nunca me falta, né!) é pura e simples preguiça e desânimo de colocar aqui tuuuudo o que aconteceu. Ali no texto de baixo eu andava meio revoltada, credo...mas tbm, o fim do meu namoro com o Daniel era bem recente. Quase cinco meses depois me sinto bem com a maneira que reagi a situação. Em poucos momentos fiquei triste, sempre sinto saudades, mas em nenhum momento senti vontade de voltar atrás. Em relação a antiga relação estou muito bem resolvida, obrigada. Fui feliz, não me arrependo de nada e o que restou foi uma baita amizade.
O que tem pesado mesmo são outras questões. Não estar trabalhando, não poder ter a presença de meus amigos sempre por perto e claro, confesso que me sinto meio "peixe fora d'água" sem um namorado. Não fiquei com ninguém depois de terminar o namoro e não sinto vontade. Passei da fase de ficar por ficar. Não preciso disso. Ao mesmo tempo que me sinto sozinha, é bem engraçado, deve ser coisa de geminiano, pq sinto muita vontade de ficar sozinha...hahahhaa...vou me fazer entender: estou sozinha no sentido de sem namorado, mas como voltei a morar com meus pais, sinto falta da milha total liberdade, das minhas coisas, de ficar só, comigo mesma. Aqui as coisas são agitadas e tem dias que quero sair correndo e me hospedar em um hotel para poder ficar um dia sozinha!
Confesso que to meio sem rumo. Não esperava que os concursos que vou fazer fossem demorar tanto para sair...pensava que em setembro já estaria tudo encaminhado e agora descubro que a maioria das provas saírão em novembro, dezembro, talvez até em janeiro do ano que vem!! E a paciência, confesso, está por um milímetro. Isso é bom para os meus estudos, pq posso me preparar melhor, mas to quase surtando com tanta falta de mudança na minha vida. Tudo mudou, mas ainda não estou satisfeita.
Às vezes gostaria de ter um espírito mais pacato. Uma alma mais calma. Uma mente mais pacienciosa. Não consigo ser assim. Enquanto por fora pareço calma, por dentro estou a mil por hora. Meu coração corre em busca de acontecimentos, de agitação, e meu corpo tem que se segurar e apenas esperar. Não há o que fazer. Deixar o tempo passar...nunca pensei que isso fosse tão difícil.
O que tem pesado mesmo são outras questões. Não estar trabalhando, não poder ter a presença de meus amigos sempre por perto e claro, confesso que me sinto meio "peixe fora d'água" sem um namorado. Não fiquei com ninguém depois de terminar o namoro e não sinto vontade. Passei da fase de ficar por ficar. Não preciso disso. Ao mesmo tempo que me sinto sozinha, é bem engraçado, deve ser coisa de geminiano, pq sinto muita vontade de ficar sozinha...hahahhaa...vou me fazer entender: estou sozinha no sentido de sem namorado, mas como voltei a morar com meus pais, sinto falta da milha total liberdade, das minhas coisas, de ficar só, comigo mesma. Aqui as coisas são agitadas e tem dias que quero sair correndo e me hospedar em um hotel para poder ficar um dia sozinha!
Confesso que to meio sem rumo. Não esperava que os concursos que vou fazer fossem demorar tanto para sair...pensava que em setembro já estaria tudo encaminhado e agora descubro que a maioria das provas saírão em novembro, dezembro, talvez até em janeiro do ano que vem!! E a paciência, confesso, está por um milímetro. Isso é bom para os meus estudos, pq posso me preparar melhor, mas to quase surtando com tanta falta de mudança na minha vida. Tudo mudou, mas ainda não estou satisfeita.
Às vezes gostaria de ter um espírito mais pacato. Uma alma mais calma. Uma mente mais pacienciosa. Não consigo ser assim. Enquanto por fora pareço calma, por dentro estou a mil por hora. Meu coração corre em busca de acontecimentos, de agitação, e meu corpo tem que se segurar e apenas esperar. Não há o que fazer. Deixar o tempo passar...nunca pensei que isso fosse tão difícil.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Confissões de uma ex
É, eu sei q aí pra baixo tem um texto que fala que eu encontrei meu príncipe encantado, mas agora o conto de fadas acabou...
Eu me admirei muito com a minha capacidade de superação. Fiquei bem mesmo. Prometi que não ia chorar, me desesperar, essas coisas e consegui. Só não sei até que ponto isso foi bom, pq hj sinto como se fosse explodir a qrr momento. E não é pq ainda gosto dele ou coisa assim, até pq acho q nem gostava mais tanto assim mesmo, mas é pq a gente acostuma com a pessoa e pq o fato de estar sozinha exige doses cavalares de auto-estima, o que eu confesso que tenho tido, mas ás vezes dá raiva e não tem como fugir, ponto final.
Mas a vida é bem estranha, né...esses dias reencontrei via msn uma amiga que n conversava há anos e adivinha: o namorado dela tbm tinha dado um pé nela. Aí nos achamos, né, falamos mal dos homens por horas a fio. Por mais que eu não tenha muito o que reclamar do Daniel, pq sim, ele foi um ótimo namorado por muito tempo, não adianta, nessas horas só o fato de ele existir já é um erro. Lavar a alma é preciso. Afinal, precisamos realmente nos convencer de que eles foram os monstros e nós, poxa, nós somos tão legais, quase perfeitas, nos dedicamos...o que é que faltou?
Aí essa minha amiga (que eu descobri que lê o meu blog, o que foi uma surpresa pra mim, pq achava que só a tia Jô - que pensa que eu sou a Fátima Bernardes - e a minha mãe liam) me passou um texto do Arnaldo Jabor, óoooootimoo, que fala justamente de fins de relacionamentos. Em como a gente tem que encarar numa boa, chorar, entristecer, sim, um pouco, mas desde que não nos impeça de entender que se acabou, acabou. Que deu certo enquanto durou essa coisa toda. Essa autosuficiência, esse olhar sobre tudo e ser superior, encarar tudo numa boa.
Mas que Arnaldo Jabor me perdoe, e eu mesma, pq tbm sou da teoria do "tudo numa boa": Ás vezes dá uma vontade de sair batendo em todo mundo, de gritar, de perder a linha!!! Acho que transformei minha tristeza em raiva. Se sinto saudade, tenho raiva de mim por isso. E a raiva vai aumentando proporcionalmente ao teor de sentimentalismo. Pra mim, antes raiva do que tristeza. Tristeza faz a gente entregar os pontos. Raiva a gente extravaza e passa...
Eu me admirei muito com a minha capacidade de superação. Fiquei bem mesmo. Prometi que não ia chorar, me desesperar, essas coisas e consegui. Só não sei até que ponto isso foi bom, pq hj sinto como se fosse explodir a qrr momento. E não é pq ainda gosto dele ou coisa assim, até pq acho q nem gostava mais tanto assim mesmo, mas é pq a gente acostuma com a pessoa e pq o fato de estar sozinha exige doses cavalares de auto-estima, o que eu confesso que tenho tido, mas ás vezes dá raiva e não tem como fugir, ponto final.
Mas a vida é bem estranha, né...esses dias reencontrei via msn uma amiga que n conversava há anos e adivinha: o namorado dela tbm tinha dado um pé nela. Aí nos achamos, né, falamos mal dos homens por horas a fio. Por mais que eu não tenha muito o que reclamar do Daniel, pq sim, ele foi um ótimo namorado por muito tempo, não adianta, nessas horas só o fato de ele existir já é um erro. Lavar a alma é preciso. Afinal, precisamos realmente nos convencer de que eles foram os monstros e nós, poxa, nós somos tão legais, quase perfeitas, nos dedicamos...o que é que faltou?
Aí essa minha amiga (que eu descobri que lê o meu blog, o que foi uma surpresa pra mim, pq achava que só a tia Jô - que pensa que eu sou a Fátima Bernardes - e a minha mãe liam) me passou um texto do Arnaldo Jabor, óoooootimoo, que fala justamente de fins de relacionamentos. Em como a gente tem que encarar numa boa, chorar, entristecer, sim, um pouco, mas desde que não nos impeça de entender que se acabou, acabou. Que deu certo enquanto durou essa coisa toda. Essa autosuficiência, esse olhar sobre tudo e ser superior, encarar tudo numa boa.
Mas que Arnaldo Jabor me perdoe, e eu mesma, pq tbm sou da teoria do "tudo numa boa": Ás vezes dá uma vontade de sair batendo em todo mundo, de gritar, de perder a linha!!! Acho que transformei minha tristeza em raiva. Se sinto saudade, tenho raiva de mim por isso. E a raiva vai aumentando proporcionalmente ao teor de sentimentalismo. Pra mim, antes raiva do que tristeza. Tristeza faz a gente entregar os pontos. Raiva a gente extravaza e passa...
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Olhos abertos ou fechados?
Ontem ouvi meu irmão falar que um segredo dos vencedores é não ter contato com a pobreza. Não passar por lugares pobres, por vilas, não ver tristeza, enfim...Fiquei pensando nisso. Hoje assisti o filme "Redenção", que conta a história de um negro que se tornou o criador e líder de uma gangue nos EUA. Após ser preso pela acusação de quatro homicídios e parar no corredor da morte, uma jornalista o procura para escrever sobre a história das gangues. No entanto, ao invés de escrever sobre sua própria história, Stan pede à jornalista que lhe ajude a publicar livros infantis que falem sobre o assunto e orientem crianças a não entrar no mundo do crime.
O que ficou em mim depois do que ouvi e assisti foi o seguinte. Ok, eu posso não ter contato com a pobreza, afinal eu não moro em uma favela, nunca passei fome, sou formada na faculdade. Mas e quem nasceu dentro da pobreza, quem faz parte dela, vai fugir como?
A princípio, com base nessas afirmações poderia criticar firmemente meu irmão. Mas não é bem isso. Ele não está totalmente errado, porque quando falamos em pobreza, não falamos simplesmente em falta de dinheiro. Falamos em falta de dignidade, em falta de esperança, em revolta, que gera consequentemente, violência. A grande questão é que se torna muito mais difícil se sentir digno e esperançoso quando não se há comida para dar aos próprios filhos.
A nós, que vemos tudo de fora, que podemos nos dar ao luxo de não ter contato com a pobreza, resta o que então? Fazer isso? Desviar dos becos? Viver em uma bolha? Eu me sinto mal com isso. E acredito que muitas pessoas também se sintam. Mas o grande problema disso, é que simplesmente não sabemos o que fazer. Eu não sei como ajudar. Eu sou paralisada diante da miséria.
Eu não sei se tento entender a conjuntura de nossa sociedade, não sei se devo acreditar que não fazendo mal aos outros e levando uma vida de bem já estou fazendo minha parte, não sei se tenho o poder de ajudar e de mudar alguma coisa.
Essas dúvidas me acompanham a muito tempo. E ouço opiniões diversas sobre isso. Ouço muito que jovens sempre pensam em mudar o mundo e que tudo isso é pura bobagem.
Mas então quem é que me tira essa inquietação diante dos que não podem ter o que eu tenho?
Quem me tira essa vontade de ajudar de alguma forma, ou simplesmente essa desconfiança de que eu posso ser capaz de ajudar?
O que ficou em mim depois do que ouvi e assisti foi o seguinte. Ok, eu posso não ter contato com a pobreza, afinal eu não moro em uma favela, nunca passei fome, sou formada na faculdade. Mas e quem nasceu dentro da pobreza, quem faz parte dela, vai fugir como?
A princípio, com base nessas afirmações poderia criticar firmemente meu irmão. Mas não é bem isso. Ele não está totalmente errado, porque quando falamos em pobreza, não falamos simplesmente em falta de dinheiro. Falamos em falta de dignidade, em falta de esperança, em revolta, que gera consequentemente, violência. A grande questão é que se torna muito mais difícil se sentir digno e esperançoso quando não se há comida para dar aos próprios filhos.
A nós, que vemos tudo de fora, que podemos nos dar ao luxo de não ter contato com a pobreza, resta o que então? Fazer isso? Desviar dos becos? Viver em uma bolha? Eu me sinto mal com isso. E acredito que muitas pessoas também se sintam. Mas o grande problema disso, é que simplesmente não sabemos o que fazer. Eu não sei como ajudar. Eu sou paralisada diante da miséria.
Eu não sei se tento entender a conjuntura de nossa sociedade, não sei se devo acreditar que não fazendo mal aos outros e levando uma vida de bem já estou fazendo minha parte, não sei se tenho o poder de ajudar e de mudar alguma coisa.
Essas dúvidas me acompanham a muito tempo. E ouço opiniões diversas sobre isso. Ouço muito que jovens sempre pensam em mudar o mundo e que tudo isso é pura bobagem.
Mas então quem é que me tira essa inquietação diante dos que não podem ter o que eu tenho?
Quem me tira essa vontade de ajudar de alguma forma, ou simplesmente essa desconfiança de que eu posso ser capaz de ajudar?
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